terça-feira, 23 de agosto de 2011

Na mosca.


Esses dias, pela manhã, aguardava o professor nos corredores do Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr. e mirava o que talvez fosse a acompanhante de um paciente - não verifiquei - utilizar-se de uma daquelas raquetes elétricas para dizimar as moscas que infestam os corredores do hospital, as quais são vítimas, ao que parece, de um desequilíbrio ecológico, levando-as a buscar abrigo dentro de dependências onde sua presença é intolerável, como a enfermaria de Clínica Geral e o Sistema de Pronto Atendimento (SPA).

No entanto, apesar de ícones caricatos de uma luta por melhorias na saúde pública riograndina, convenhamos: as moscas não são o maior de nossos problemas. Não vou dizer nem que o maior deles é o ambulatório de ginecologia, que agora está mal alocado (o que teria até mesmo sido resolvido recentemente, colocando-se uma cobertura improvisada para impedir que as pacientes sejam vistas por qualquer pessoa que estivesse indo consultar-se com médicos de outras especialidades do hospital, os quais dividem o espaço citado), nem sequer colocarei o alagamento dos Centros Obstétrico e Cirúrgico como bandeira maior do caos que vive nosso caríssimo hospital.
O que mais me fere o peito é ouvido: não caberia citar ipsis literis a razão, mas tenho gana de desabafar esse peso no peito com alguns Nãos...: não vou calar diante dos problemas por haver possibilidade de fecharem o hospital, não vou tolerar as moscas porque "há moscas também em minha casa", não vou pedir desculpas por mostrar isso à sociedade, pacientes do serviço, porque isso "fere a imagem do hospital" no qual terei minha formação. Sobretudo, não vou deixar de demandar publicamente - suplicar, se preferirem - que se resolvam esses problemas porque o HU é nossa "casa".

Não, não é nossa casa, apesar de querermos (eu, pelo menos) zelar por ele como se o fosse: é um bem público a serviço da comunidade, e assim sendo, existe um limite dentro do qual é tolerável a privacidade de seus problemas, e essas linhas foram cruzadas há muito tempo. E, não havendo solução, que futuros médicos, enfermeiros, psicólogos, geógrafos, advogados, engenheiros, ... seríamos nós se não voltássemos nossas atenções e nossa energia para o problema? A sociedade tem o direito de saber; nós, estudantes, temos o direito de exigir soluções e os responsáveis tem o dever de agir.

Negar isso é admitir que a pureza se perdeu em alguma esquina de anos de árduo trabalho que tiveram aqueles que nos pedem que deixemos que as moscas voem sobre feridas abertas.



José Gualberto Matos Neto
Acadêmico de Medicina - FURG
Coordenador Geral do DCE-FURG
Gestão 2011 - É Proibido Estacionar!

http://dcefurg.blogspot.com/2011/08/na-mosca.html

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Manifestação do HU é capa do Jornal Agora




Jornal Correio do povo: estudantes de Medicina da Furg realizaram manifestação ontem

Em busca de melhorias para o Hospital Universitário (HU), estudantes de Medicina da Universidade Federal de Rio Grande (Furg) paralisaram ontem suas atividades e fizeram manifestação em frente ao hospital. "Queremos saúde para o HU", observavam em cartazes e em panfletos que foram distribuídos às pessoas que passavam. O ato, que objetivou esclarecer a população sobre os motivos do movimento, começou às 9h e se estendeu até o final da tarde. Por volta do meio-dia, os alunos se uniram e, de mãos dadas, deram um abraço simbólico no estabelecimento hospitalar.

Também houve recolhimento de assinaturas para um abaixo-assinado, contendo as reivindicações, a ser entregue a diversas autoridades, incluindo a direção do Hospital Universitário e a secretária municipal de Saúde. Conforme Bruna Porto, representante do Diretório Acadêmico da Medicina, estava havendo boa adesão ao documento. Por volta das 15h, já tinham sido obtidas em torno de 1,4 mil assinaturas e a expectativa era chegar a 1,5 mil. Convocada por alunos, ocorreu uma reunião na área acadêmica do HU com dirigentes da instituição, da Furg, da Faculdade de Medicina e de órgãos da área de Saúde no município.

A mobilização foi organizada pelo Diretório Acadêmico. Os alunos destacam que a ação é estudantil, apartidária e pacífica. A intenção é fiscalizar e buscar o atendimento do pedido de melhorias na casa de saúde em termos de infraestrutura, segurança, materiais, assistência e ensino.

A diretora técnica do Hospital Universitário, Susi Lauz, participou da reunião com os estudantes. "Vamos trabalhar em conjunto com a administração da universidade para ver o que é procedente", disse. Ela destacou ainda que "em nenhum momento as portas da direção do HU ficaram fechadas a quem quer que seja".

No dia 11, os alunos fizeram uma assembleia tendo como pauta central a transferência do Ambulatório de Ginecologia e Obstetrícia para o Ambulatório Central. Segundo eles, o espaço não tem estrutura para acolher o setor de Ginecologia. Outras questões apontadas são aparelhos estragados, falta de higiene e preceptores, superlotação do Pronto Atendimento, ocorrência de alagamentos, esterilização inadequada e atraso em obras internas.

Veja mais:
http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=116&Numero=322&Caderno=0&Noticia=328153

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Jornal Agora: Estudantes de Medicina abraçam o HU em manifestação

Em busca de melhorias para o Hospital Universitário (HU), estudantes de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) paralisaram suas atividades e fizeram manifestação, hoje, 17, ao longo do dia, em frente ao hospital. "Queremos saúde para o HU", observavam em cartazes ostentados no local e em panfletos que foram distribuídos às pessoas que por lá passavam. A panfletagem, que objetivou esclarecer a população sobre os motivos do movimento e convidá-la a buscar, junto com eles, as melhorias reivindicadas, começou às 9h e se estendeu até o final da tarde. Por volta do meio-dia, os alunos também uniram-se e, de mãos dadas, deram um abraço simbólico no estabelecimento hospitalar.


Entre as ações realizadas ao longo do dia, os manifestantes ainda recolheram assinaturas para um abaixo-assinado, contendo as reivindicações, a ser entregue a diversas autoridades, incluindo a direção do Hospital Universitário e a secretária municipal de Saúde. Conforme Bruna Porto, representante discente do Diretório Acadêmico da Medicina, estava havendo boa adesão ao abaixo-assinado. Por volta das 15h, já tinham sido obtidas em torno de 1.400 assinaturas e a expectativa era chegar a 1.500 até a tardinha. Na parte da tarde, ainda foram feitas uma oficina de discussão sobre os problemas apontados no hospital e uma reunião, convocada pelos alunos, na área acadêmica do HU. Esse encontro foi com dirigentes da instituição, da Furg, da Faculdade de Medicina e de órgãos da área de Saúde no Município.


A mobilização foi decidida pelos estudantes do curso de Medicina e organizada pelo Diretório Acadêmico. Os alunos destacam que a ação é estudantil, apartidária e pacífica. A intenção é fiscalizar e buscar o atendimento das reivindicações elencadas, que são melhorias no HU em termos de infraestrutura, segurança, materiais, assistência e ensino. Os estudantes fizeram assembleia geral no último dia 11, tendo como pauta central a transferência do Ambulatório de Ginecologia e Obstetrícia para o Ambulatório central, espaço que dizem não ter estrutura para acolher o de Ginecologia. E, nessa ocasião, outros vários problemas foram levantados. Entre estes, estão salas com preparo inadequado, falta de material nos ambulatórios e enfermarias, ausência de fiscalização da identidade das pessoas que entram e saem do hospital.


Outras questões reclamadas são aparelhos estragados, falta de higiene e de preceptores, superlotação do Serviço de Pronto Atendimento (SPA), alagamento de setores importantes do HU, esterilização inadequada e atraso nas obras internas. A diretora técnica do Hospital Universitário, Susi Lauz, participou da reunião com os estudantes. "Neste momento, a intenção é ser ouvinte. A partir daí, vamos trabalhar em conjunto com a administração da universidade para ver o que é procedente", disse no início do encontro. Ela destacou ainda que "em nenhum momento as portas da direção do HU ficaram fechadas a quem quer que seja".


Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br

Diário popular: Acadêmicos de medicina se mobilizam pelo HU

Por: Andressa Barbosa
andressa@diariopopular.com.br

Impulsionados pela busca de melhorias no Hospital Universitário da Furg Miguel Riet Correa Júnior, acadêmicos do curso de Medicina realizaram durante todo o dia, nesta quarta-feira (17) uma mobilização em frente à entidade. A concentração dos alunos começou às 9h e foi seguida pela organização do Abraço ao HU, evento que contou com cerca de 250 participantes.

A ação simbólica caracterizou a preocupação com uma série de problemas apontados pelos estudantes, reivindicações levadas a uma reunião com a diretoria do hospital e autoridades municipais. De acordo com a porta-voz do movimento, Bruna de Lima Porto, acadêmica do 3º ano de Medicina, várias assembleias já vinham debatendo os problemas, mas o estopim para a iniciativa desta quarta foi a transferência do ambulatório de Ginecologia e Obstetrícia para o Ambulatório Central. Para os estudantes, o novo espaço não possui as condições necessárias para o atendimento.

Entre as várias questões infraestruturais levantadas pelo movimento estudantil estão aparelhos estragados, falta de higiene e de materiais, superlotação do Pronto Atendimento e a criação de um mecanismo de identificação e controle das normas de segurança que fiscalize a entrada e saída de acompanhantes e pacientes no hospital.

Reivindicações serão analisadas
Segundo a diretora técnica do HU, Susi Lauz, as questões levantadas pelos acadêmicos serão apuradas antes de qualquer medida ser tomada.


Resultado breve da reunião e pronunciamento DAFB

Caros colegas,

Gostaríamos primeiramente de parabenizá-los pela participação no movimento de Paralisação e Abraço ao HU em prol de melhorias para o nosso querido Hospital Universitário. Agradecemos pelo respeito de todos vocês ao movimento, demonstrado de diversas formas como no auxilio de aproximadamente 2000 assinaturas recolhidas no abaixo assinado e o número suficiente de pessoas para abraçar o HU (afinal para essa tarefa sabíamos que seria necessário pelo menos cerca de 250 pessoas).

Vamos fazer um breve resumo do que aconteceu, afinal também estamos cansados. Tudo culminou com a presença de todas as autoridades convidadas ou seus representantes na reunião. No início foram lidas todas as reivindicações inclusive as novas, as quais foram decididas em Assembleia geral no começo na tarde. Embora, a Direção do HU e da PRAE tenham se mostrado descontentes pela forma como foram feitas as reivindicações, outros participantes como o presidente do Conselho Municipal de Saúde parabenizaram o movimento.

Uma das maiores discussões foi o Ambulatório de Ginecologia, sendo que ficou definido que a direção providenciaria, em caráter urgente, menos biombos ou cortinas para maior privacidade e respeito às pacientes. No âmbito acadêmico foi mencionado pela direção e coordenação da FAMED que os alunos do 4° ano vão ser divididos em enfermaria e ambulatório para diminuir o número de pessoas na consulta.

Após um exaustivo debate, foram definidas duas soluções à longo prazo: parceria com a prefeitura para realocação de atendimento da Ginecologia e a construção de um novo prédio para os ambulatórios.

Durante a reunião o clima foi tenso e até com relatos de que deveríamos manter a imagem do HU e não permitir que essas denúncias sejam feitas. Porém, acreditamos que conseguimos passar a nossa mensagem de estamos fiscalizando o que está ocorrendo no HU. Por falta de tempo e pela discussão sobre a ginecologia ocupar bastante tempo a reunião foi finalizada em um horário determinado 17h30min.

Ficamos satisfeitos com o saldo da reunião: todos perceberam a relevância dos itens pautados, assim como, demonstraram-se cientes das responsabilidades com os itens pautados. Assim, foi definido que a lista de problemas do HU seria encaminhada em caráter oficial para posterior reunião com integrantes para debate profundo de cada item.

É indescritível o sentimento de orgulho por termos realizado um movimento em que pode-se demonstrar o nosso carinho, cuidado e respeito; tanto pelos profissionais, pacientes, funcionários e alunos que participam do HU. Ficamos felizes com a movimentação estudantil. Ressaltamos que o saldo foi positivo e estamos certos que de outra forma não conseguiríamos o acesso tão rápido à tantas autoridades bem como o compromisso dessas em dar continuidade às discussões.

Por fim, queremos mais uma vez agradecer e dizer que estamos à disposição para qualquer esclarecimento. Hoje, podemos dizer que somos a mudança que queremos ver no mundo.

Parabéns à todos,

DAFB